No centro da disputa

Pervez Musharraf, de 64 anos, chegou ao poder num golpe que derrubou o primeiro-ministro Nawaz Sharif, em 1999. Foi eleito presidente pela primeira vez em 2001 e foi reeleito pelo Parlamento em 6 de outubro. A oposição diz que sua reeleição foi inconstitucional, pois ele ainda era chefe das Forças Armadas. Ele deixou a farda somente em novembro em meio a intensas pressões.Musharraf sobreviveu a três tentativas de assassinato. Sua popularidade despencou no ano passado após ele decretar estado de emergência no Paquistão e destituir vários juízes do Supremo.Asif Ali Zardari, de 51 anos, viúvo de Benazir Bhutto, não concorre à eleição. Mas como co-presidente do Partido Popular do Paquistão, com seu filho Bilawal, de 19 anos, ele tem poder de decisão dentro do partido que, segundo pesquisas, deve obter o maior número de cadeiras no Parlamento. Zardari é conhecido como uma pessoa cordial e leal aos amigos. Passou 11 anos na prisão por corrupção, mas diz que as acusações tiveram motivação política. Embora tenha sido Nawaz Sharif quem forçou a saída de Benazir do país e prendeu Zardari, Musharraf o manteve na prisão até 2004.Nawaz Sharif, de 58 anos, está impedido de concorrer à eleição pelo fato de ter sido primeiro-ministro duas vezes nos anos 90. Seu primeiro governo é lembrado com saudade pelos empresários. O segundo mandato terminou com um golpe de Estado e o Paquistão quase na bancarrota. Foi exilado em 2000.A Liga Muçulmana do Paquistão-N tem 22% de aprovação do eleitorado. Sharif espera reconquistar espaço, particularmente na Província de Punjab, para manter pressão sobre Musharraf, ou mesmo derrubá-lo se seu partido e o de Benazir se unirem.

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