No dia de adeus à Copa, mortes na fronteira das Coréias

No mais grave conflito de fronteira dos últimos três anos entre as duas Coréias, um barco norte-coreano afundou uma lancha naval sul-coreana, provocando a morte de pelo menos 4 marinheiros e lesões em mais 20; outro sul-coreano continua desaparecido. A Coréia do Sul alega que a nave da Coréia do Norte penetrou em águas sul-coreanas, ignorando advertências para que se retirasse e que disparou com armas de alto calibre, que atingiram uma lancha rápida com 27 marinheiros a bordo. A lancha se incendiou. Funcionários norte-coreanos dizem que seu barco disparou em defesa própria e em águas da Coréia do Norte. Não houve informação imediata sobre mortos ou desaparecidos entre os rivais que dividem a fronteira entre os dois países, que continua militarizada desde os tempos da Guerra Fria.Os militares da Coréia do Sul disseram que, após o confronto, um esquadrão de aviões patrulhava os limites de seu mar territorial e que um de seus navios, de 1.200 toneladas, navega na região.O confronto é um revés para a política de "brilho do sol" do presidente sul-coreano Kim Dae-jung, que tenta atrair a Coréia do Norte - com seu regime comunista, seu isolamento e sua fronteira fortemente resguardada - a se reunir à Coréia do Sul. A Coréia do Sul acusa a do Norte de ter feito 12 violações menores da fronteira no oeste da península, só no ano passado. No verão de 1999, uma série de violações de fronteira feitos por navios do Norte deram margem ao primeiro embate naval entre as duas Coréias desde a guerra de 1950-53. Desde a década de 50, um armistício cessou as hostilidades entre os dois países, mas um acordo de paz definitivo jamais foi assinado.O incidente ocorre no mesmo dia em que a Coréia do Sul se despediu da Copa do Mundo, da qual foi uma das anfitriãs, ao lado do Japão. A Seleção da Coréia do Sul ficou em quarto lugar no Mundial, ao perder para a Turquia. Veja abaixo os links para o noticiário sobre a Coréia na Copa.

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