Yao Dawei/ Reuters
Yao Dawei/ Reuters

No Dia Nacional, China promete aproximação com Taiwan

Em discurso em Pequim, o presidente Hu Jintao diz que 'só comunismo pode salvar' o país

Agência Estado,

01 de outubro de 2009 | 08h06

O presidente da China, Hu Jintao, prometeu buscar o estreitamento dos laços do país com Taiwan num discurso a dezenas de milhares de espectadores no Portão Tiananmen, no coração da capital chinesa, antes da parada militar que marcou o Dia Nacional. Os 60 anos do regime comunista foram celebrados com a exibição de novos armamentos e com uma encenação espetacular.

 

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A explosão de patriotismo foi organizada com o objetivo de estimular o orgulho nacional em relação à jornada que levou a China de uma virtual anarquia a uma potência global. Ao mesmo tempo, o evento enfatizou que nada disso teria acontecido sem o Partido Comunista. "Hoje, uma China socialista que enfrenta o futuro é altiva e firme no Oriente", discursou Jintao, vestindo um terno escuro, de colarinho alto, no estilo de Mao Tsé-Tung, que há 60 anos declarou a fundação da República Popular da China.

 

"O desenvolvimento e o progresso da nova China ao longo dos últimos 60 anos provaram plenamente que apenas o socialismo pode salvar a China e somente a reforma e a abertura podem assegurar o desenvolvimento da China, do socialismo e do marxismo", disse o presidente. Ele também sugeriu que o partido governante pretende manter o firme controle do poder, pontuando seu discurso com o refrão "longa vida ao grande Partido Comunista".

 

Jintao chamou a atenção para o contínuo desenvolvimento do Exército de Libertação do Povo - exemplificado por um conjunto de armamentos avançados produzidos no próprio país e exibidos na histórica praça, incluindo mísseis nucleares de longo alcance. Mas o presidente também reiterou o compromisso da China em buscar a paz no mundo.

 

Sobre Taiwan, Jintao prometeu "impulsionar o desenvolvimento pacífico das relações ao longo do Estreito de Taiwan", em meio a uma histórica reaproximação entre os dois países, que se separaram ao fim de uma sangrenta guerra civil vencida pela forças comunistas de Mao, em 1949. "Continuaremos a lutar pela completa reunificação de nossa pátria, que é a aspiração comum da nação chinesa", afirmou o presidente.

 

Após o discurso, milhares de soldados marcharam em rígidas formações, jatos de combate voaram sobre o céu da cidade e a maior força militar do mundo exibiu um conjunto de armamentos de alta tecnologia, incluindo mísseis balísticos intercontinentais.

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