Ethan Miller/Getty Images/AFP
Ethan Miller/Getty Images/AFP

No dia seguinte ao ataque em Las Vegas, hospitais lotados e fila de 8 horas para doação de sangue

Diversos feridos ainda estão em condição crítica; autoridades estabeleceram uma linha telefônica para reportar casos de pessoas desaparecidas

O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2017 | 15h43

LAS VEGAS, EUA - As vítimas não param de chegar, seja em carros ou em ambulâncias. “Não faço a menor ideia de quem operei”, disse Jay Coates, cirurgião traumático que trabalha em um hospital que está recebendo muitos dos que se feriram depois da ação de Stephen Paddock. Ele abriu fogo no domingo 1.º contra uma multidão que assistia a um festival de música country, matando 59 indivíduos e ferindo mais de 500. “Estávamos apenas tentando impedir as pessoas de morrerem”, afirmou o médico.

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O episódio foi o pior ataque a tiros da história recente dos EUA. Muitas pessoas se feriram com os tiros, mas várias outras sofreram durante o caos para tentar escapar da tragédia. Diversos feridos ainda estão em situação crítica.

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Autoridades pedem que a população doe sangue e estabeleceu uma linha telefônica para reportar casos de pessoas desaparecidas, ajudando a acelerar a identificação dos mortos e feridos.

O líder da Comissão do Condado de Clark, em Las Vegas, agradeceu aos policiais pela rápida resposta no dia da tragédia e elogiou o apoio da comunidade. Mais de 25 mil pessoas já fizeram doações a fundos de ajuda às vítimas, e as filas para doação de sangue chegavam a ter espera de 8 horas nesta manhã.

O Centro Médico Universitário do Sudeste de Nevada foi um dos muitos hospitais que acabou sofrendo com a superlotação. “Todo leito estava ocupado”, disse Coates. “Tínhamos pessoas nos corredores, do lado de fora e mais ainda chegando.”

O cirurgião explicou que os feridos atendidos diziam que o ataque tinha sido diferente em razão do uso de uma arma mais poderosa que o normal. “Não era uma arma normal. Era algo que fazia muitos estragos ao atingir o corpo.”

O presidente dos EUA, Donald Trump, qualificou o atirador como “demente” e “um indivíduo muito, muito doente”. Questionado sobre a legislação de armas, o republicano afirmou apenas: “Falaremos sobre as leis de armas com o passar do tempo.” / AP

 

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