No Egito, partido se retira de diálogo com governo

Um partido esquerdista da oposição egípcia, conhecido anteriormente por se mover dentro dos limites impostos pelo presidente Hosni Mubarak, afirmou hoje que estava se retirando do diálogo nacional por reformas no país. O Partido Tagammu, que controla algumas cadeiras no Parlamento, informou em comunicado que sua decisão era baseada "na recusa do regime em atender ao mínimo das exigências do povo". A sigla também criticou um comentário do vice-presidente Omar Suleiman, que advertiu ontem que a alternativa ao diálogo poderia ser um "golpe".

AE, Agência Estado

10 de fevereiro de 2011 | 11h48

O Tagammu, liderado pelo senador Rifaat al-Said, normalmente age como uma oposição leal e se recusou a unir-se aos outros partidos no boicote às contestadas eleições parlamentares de novembro. O partido tem apoio bem menor que a Irmandade Muçulmana. Este grupo ainda não decidiu se pretende deixar o diálogo, mas exige a saída imediata de Mubarak do posto.

O governo afirmou que os partidos envolvidos no diálogo concordaram com a formação de um comitê para avaliar reformas constitucionais na primeira semana de março. A Irmandade Muçulmana disse que os resultados do encontro "foram insuficientes" e vários grupos por trás das manifestações no país rejeitaram a oferta do regime por diálogo enquanto a principal exigência deles, a renúncia de Mubarak, não for atendida. As informações são da Dow Jones.

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