No Egito, protestos de sexta-feira deixaram 23 mortos em Alexandria

Com as vítimas do Cairo e de Suez, já são mais de 50 os mortos no país

Efe,

29 de janeiro de 2011 | 06h46

CAIRO - Pelo menos 23 pessoas morreram nas últimas horas na cidade de Alexandria em consequência dos protestos políticos que se intensificaram na sexta-feira, 28, informou neste sábado, 29, a emissora de TV Al Jazira.

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Desta forma, somando as vítimas do Cairo, de Suez e de Alexandria, já são mais de 50 os mortos durante a jornada de manifestações de sexta-feira, quando os egípcios foram às ruas protestar contra o regime do presidente egípcio, Hosni Mubarak.

O último boletim, divulgado na noite de sexta-feira, indicava que durante os distúrbios morreram no Cairo pelo menos 16 pessoas e em Suez, na entrada sul do canal de mesmo nome, entre 11 e 13.

As vítimas de Alexandria, segundo a Al Jazira, se encontravam no necrotério dessa cidade e em sua maioria tinham ferimentos de bala, pelo que o canal de televisão induz que as mortes foram causadas por enfrentamentos entre manifestantes e policiais.

A região metropolitana do Cairo, Alexandria e Suez ficaram na noite de sexta-feira sob toque de recolher, que vai das 18h do horário local (14h de Brasília) às 7h. Ainda assim, milhares de pessoas desafiaram essa medida no Cairo e continuaram nas ruas durante a noite.

Os choques mais graves entre manifestantes e agentes policiais aconteceram à tarde, mas a partir do toque de recolher as forças policiais se retiraram em muitos lugares do Cairo e de Alexandria.

Na capital, a vigilância nos lugares estratégicos ficou a cargo do Exército, que recebeu ordens de apoiar a Polícia, segundo um decreto assinado por Mubarak na noite de sexta.

 

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