Khaled Desouki/AFP
Khaled Desouki/AFP

No Egito, usuária do TikTok é condenada por 'incitar libertinagem'

Trata-se da terceira condenação de uma 'garota do TikTok' no país em uma semana; as acusações incluem também cometimento de atos imorais e ofensa aos valores familiares

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2020 | 19h08

CAIRO - O Tribunal de Crimes Menores de Tanta, no sul do Egito, condenou uma jovem a 3 anos de prisão e a pagar multa de US$ 18,75 mil (R$ 96,3 mil) por "incitar a libertinagem" pelo aplicativo TikTok.

Essa é a terceira vez na semana que uma usuária no país do aplicativo senta no banco dos réus e é sentenciada sob acusação semelhante.

Hoje, a condenada foi Manar Samy, que havia sido presa em 1º de julho, após ter sido denunciada pela Promotoria-Geral egípcia, que considerou que com os vídeos que postava no TikTok, ela pretendia "chamar a atenção e ganhar dinheiro".

O juiz do caso, ao anunciar a sentença, ainda determinou uma fiança de US$ 1,25 mil (R$ 6,4 mil), que será paga, segundo o advogado da 'influencer', que lamentou o fato da cliente não poder ter contato com a filha.

Samy é a terceira das chamadas "garotas do TikTok" a ser condenada nesta semana, depois que diversas usuárias de aplicativos populares foram detidas desde março deste ano.

Entre as acusações impostas a Haneen Hossam e Mawada al-Adham, também condenadas no Egito, estão a incitação à libertinagem, cometimento de atos imorais e ofensa aos valores familiares do país. /EFE

Tudo o que sabemos sobre:
Egito [África]TikTok

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.