No Iêmen, líder tribal oferece 'partida honrosa' a Saleh

Milhares de manifestantes contrários ao governo do Iêmen protestaram hoje nas ruas de várias cidades para pedir a renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh e denunciar uma explosão em uma fábrica de munições no sul do país que aconteceu no começo desta semana e deixou mais de cem mortos. O xeque Sadeq al-Ahmar, líder da maior tribo iemenita, a Hashid, à qual pertence o próprio presidente, disse hoje que, se Saleh renunciar, ele não será preso. Al-Ahmar afirmou ao embaixador dos Estados Unidos em Sanaa, Gerald Feierstein, que ele vai garantir uma "partida honrosa a Saleh, se não ocorrer uma carnificina".

AE, Agência Estado

30 Março 2011 | 15h01

A oposição agora acusa Saleh de colaborar com militantes da rede extremista Al-Qaeda, retirando soldados que vigiavam a fábrica e permitindo que os extremistas tomassem a região. "Sem a retirada desorganizada e o caos programado pelo regime, o massacre não teria acontecido na fábrica", disse um comunicado dos opositores.

Saleh é um dos aliado dos Estados Unidos e tem lutado contra a Al-Qaeda, que conseguiu se estabelecer em áreas remotas do Iêmen nos últimos anos. Youssef Said, um dos líderes do Partido do Congresso, do presidente, negou as acusações. "Essas acusações são falsas e fazem parte de uma manobra política da oposição", disse Said. As informações são da Associated Press.

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