No Iêmen, Saleh faz 33 anos no poder e pede diálogo

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Salleh, fez hoje um apelo por um "diálogo pacífico", ao dizer que essa é maneira de encontrar uma saída para a longa crise política do país. As declarações foram publicadas no editorial do jornal Al-Thawra. Saleh fez as declarações no momento em que completa 33 anos no poder e enfrenta uma onda sem precedentes de protestos populares que exigem sua renúncia.

AE, Agência Estado

18 de julho de 2011 | 12h52

"Nunca deixamos de enfatizar a necessidade de um diálogo pacífico para encontrar uma solução para todos esses problemas", escreveu Saleh. "Novamente, convido todas as forças políticas a voltarem à razão e responderem de maneira favorável ao chamado ao diálogo feito pelo vice-presidente Abdrabuh Mansur Hadi, para acabar com a crise política". O editorial foi publicado no dia em que Saleh comemora sua chegada ao poder, em 1978.

Saleh também defendeu seu regime e citou em particular "o feito da unificação do Iêmen" em 1990, quando o norte e o sul do país da Península Arábica foram unidos sob seu poder. Desde o começo deste ano, manifestantes questionam em enormes manifestações o regime de Saleh e pedem a renúncia do presidente. Mais de 150 pessoas foram mortas pelas forças do governo.

Hoje, ativistas dos direitos humanos disseram que confrontos entre milhares de manifestantes e forças do governo, na cidade portuária de Hodeida, deixaram 30 feridos. Ferido em um ataque ao palácio presidencial, Saleh está em tratamento na Arábia Saudita. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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