No Irã, Ban ataca negação do Holocausto

A abertura da Conferência dos Países Não Alinhados, ontem, em Teerã, foi marcada pelas críticas do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Em encontro com autoridades, voltou a falar sobre a condição dos direitos humanos no Irã e, sob gesto de desaprovação do presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, Ban disse que, durante sua visita, deseja discutir "como a ONU pode trabalhar juntamente com o Irã para melhorar a situação dos direitos humanos no país".

TEERÃ , O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2012 | 03h05

O sul-coreano prosseguiu condenando veementemente a negação do Holocausto e do direito de existência de Israel, em clara alusão ao Irã. E, falando aos dirigentes de "todo o mundo", pediu o fim das "ameaças provocadoras", que rapidamente se "degeneram numa espiral de violência", em referência às ameaças de bombardeio às instalações nucleares iranianas feitas por Israel.

Ban, que causou polêmica entre as potências ocidentais ao confirmar sua presença na reunião promovida pelo Irã, aproveitou a visita para se reunir com Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e com o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Logo após chegar ao país, na quarta-feira, o secretário-geral declarou-se preocupado com o programa nuclear e com a violação dos direitos humanos no Irã. Em seu discurso, na abertura da cúpula, pediu ao governo do Irã que, em nome da "paz e da segurança da região e do mundo", tome "medidas para restabelecer a confiança internacional no caráter exclusivamente pacífico do seu programa nuclear".

As declarações do secretário-geral da ONU desagradaram aos iranianos, que buscam com o evento melhorar a imagem diante da comunidade internacional, desconfiada de seu programa nuclear. / REUTERS, AP e AFP

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