No Iraque, Aziz é condenado a 10 anos de prisão

Uma corte iraquiana sentenciou hoje o ex-vice-primeiro-ministro Tareq Aziz a 10 anos de prisão. Aziz foi condenado pelo desalojamento e pela morte de uma minoria curda, durante o regime de Saddam Hussein. Aziz, que foi durante muito tempo o rosto do regime de Saddam na arena internacional, já foi sentenciado à morte por reprimir partidos religiosos xiitas nos anos 1980. Após essa sentença, houve pedidos internacionais para que a pena de morte não seja aplicada. "As cortes emitiram uma sentença de prisão de 10 anos contra Tareq Aziz e Ahmed Hussein Khodayr", afirmou um porta-voz da suprema corte criminal do Iraque. Khodayr era um assessor do ex-ditador.

AE, Agência Estado

29 de novembro de 2010 | 13h35

Em estado delicado de saúde, Aziz, de 74 anos, está preso desde que se rendeu, em abril de 2003, pouco após a captura de Bagdá pelas tropas lideradas pelos Estados Unidos. Nascido em uma família cristã, Aziz foi ministro das Relações Exteriores e vice-primeiro-ministro do governo de Saddam, que foi enforcado em dezembro de 2006. A sentença de morte contra Aziz foi emitida em 26 de outubro, provocando uma onda de apelos por clemência pelo mundo, incluindo grupos de direitos humanos, a União Europeia, a Rússia e o Vaticano.

Saadun Shaker, um ex-ministro de Interior, Aziz Saleh al-Nohman e Mizban Khoder Hadi, ambos membros de comandos regionais do Partido Baath, foram sentenciados à morte, pela ligação com a expulsão e morte de curdos durante a guerra entre Irã e Iraque, entre 1980 e 1988. Sete outros suspeitos foram liberados por "falta de provas", disse o porta-voz da corte. Diferentemente da maioria dos curdos, a minoria Faili é de muçulmanos xiitas. Muitos deles foram expulsos do Iraque, quando a minoria árabe sunita liderava o país e lançou uma guerra contra o Irã, um país persa de maioria xiita. As informações são da Dow Jones.

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