No Iraque, Ban saúda premiê por sucesso de eleições

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez ontem uma visita surpresa ao Iraque, onde parabenizou o governo do primeiro-ministro iraquiano, Nuri Al-Maliki, pelo sucesso na realização das eleições da semana passada. Segundo Ban, o Iraque "chegou muito longe", mas ainda há muito a fazer antes que o país possa atingir uma estabilidade duradoura."Estou aqui para transmitir os melhores votos das Nações Unidas pela realização bem-sucedida das últimas eleições. ?Mabruk? para todo o povo iraquiano e seu governo", disse o secretário-geral da ONU, usando a palavra árabe para "parabéns".Ban reuniu-se com o presidente Jalal Talabani e depois encontrou-se com Maliki. A visita do secretário-geral ocorreu um dia depois da divulgação dos resultados preliminares das eleições provinciais de sábado, nas quais, com 90% das urnas apuradas, a coalizão de Maliki aparecia como vencedora.Durante uma entrevista coletiva conjunta com Ban, o premiê iraquiano afirmou que a votação da semana passada mudou o mapa político do país. Ele também a qualificou como um "êxito" para toda a população que votou nos programas dos candidatos e não com base em sua filiação partidária.LEVANTAMENTO DE SANÇÕESMaliki aproveitou o encontro com Ban para pedir o levantamento de sanções da ONU que ainda estão em vigor contra o país. Essas sanções foram impostas após a invasão do Kuwait em 1990 durante o governo de Saddam Hussein. O premiê pediu a revisão de todas essas sanções. A Resolução 1.483, de maio de 2003, levantou muitas dessas condenações após a invasão americana em março do mesmo ano. No entanto, ainda vigoram a proibição de exportar armas e outras sanções financeiras.Ban respondeu ao pedido de Maliki, afirmando que a ONU está em processo de revisão de todas as resoluções. Ele garantiu que quando retornar à sede da organização, em Nova York, pedirá ao Conselho de Segurança que estude o caso.Ontem, o vice-presidente americano, Joe Biden, disse que Washington será mais agressivo na pressão ao governo iraquiano para que uma reforma política seja aplicada.

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