No Iraque, carros-bomba matam 14 pessoas em Bagdá

Uma onda de ataques com carros-bomba atingiu a capital do Iraque nesta terça-feira, matando pelo menos 14 pessoas e ferindo mais de 70, em um momento de aumento na violência no país, em meio a uma escalada de uma crise política um mês após a retirada militar dos EUA, em 18 de dezembro.

AE, Agência Estado

24 de janeiro de 2012 | 09h30

Pelo menos 170 pessoas morreram nos ataques desde o início do ano no país, muitas delas fiéis xiitas que participavam de celebrações religiosas. Insurgentes sunitas frequentemente têm atacado comunidades xiitas e as forças de segurança iraquianas a fim de minar a confiança pública no governo liderado por xiitas.

O primeiro ataque desta terça-feira atingiu trabalhadores no bairro xiita de Cidade Sadr, em Bagdá. Segundo a polícia, oito pessoas morreram e outras 21 se feriram. Minutos depois, um carro cheio de explosivos foi pelos ares perto de uma padaria no mesmo distrito, matando três pessoas e ferindo 26, disseram policiais.

Mais tarde durante a manhã, dois carros-bomba foram detonados, matando três pessoas e ferindo 29. No bairro de maioria xiita de Shula, no norte de Bagdá, um carro-bomba matou dois estudantes e feriu outras 16 pessoas, a maioria estudantes, segundo a polícia local. No distrito de Hurriya, uma pessoa foi morta quando um carro cheio de explosivos detonou cinco minutos após a explosão em Shula, disse a polícia. Treze pessoas ficaram feridas nesse ataque.

Funcionários de hospitais de Bagdá confirmaram o número de mortos, pedindo anonimato.

A violência ocorre no momento em que uma crise política está em andamento no Iraque, entre autoridades xiitas e um bloco político sunita. A crise começou no mês passado, quando o governo liderado por xiitas emitiu um mandado de prisão contra o vice-presidente sunita Tareq al-Hashemi, pela acusação de terrorismo. O vice afirma ser inocente e até agora não se entregou às autoridades, afirmando que as acusações são políticas. As informações são da Associated Press.

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