No Japão, ministro da Justiça quer facilitar execuções

Hatoyama sugere dispensar assinatura antes da pena de morte, após a renúncia coletiva do gabinete

Efe

25 de setembro de 2007 | 04h36

Kunio Hatoyama, ministro da Justiça do Japão, sugeriu uma mudança no procedimento para a aplicação da pena de morte no país, informa a agência de notícias japonesa Kyodo. Atualmente, o ministro da Justiça deve assinar cada ordem de execução, num prazo de seis meses a partir da sentença.   Hatoyama disse em entrevista coletiva após a renúncia coletiva do gabinete, que a lei deve "ser cumprida". Mas acrescentou que ninguém deseja "pôr sua assinatura na ordem de execução". O ministro japonês deverá deixar o cargo nesta terça-feira, 25.   Conforme o ministro, devem existir "outras maneiras" de não deixar a responsabilidade "unicamente nas mãos do ministro da Justiça". Ele defendeu um procedimento "automático e objetivo".   Hatoyama acrescentou que o Ministério da Justiça continuará sem revelar a identidade dos executados, "em consideração pelos parentes e outros detidos do corredor da morte".   Koichi Kikuta, professor de criminologia da Universidade Meiji, considerou as declarações de Hatoyama "irresponsáveis".   Nos últimos 10 meses, durante o mandato de Abe, 10 pessoas foram executadas no Japão. O ministro da Justiça anterior, Seiken Sugiura, recusava-se a assinar ordens de execução, por ser budista, e enquanto exerceu o cargo manteve uma moratória extra-oficial da pena de morte no país.

Tudo o que sabemos sobre:
TóquioHatoyamapena de morte

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.