No Líbano, diálogo por novo premiê é adiado

As conversas marcadas para hoje a fim de se nomear um novo primeiro-ministro do Líbano foram adiadas até a semana que vem, informou o escritório da presidência. Dias antes, o grupo xiita Hezbollah se retirou do governo de Saad Hariri, provocando a queda da administração. "Após avaliar as posições de várias partes no Líbano, o presidente Michel Suleiman decidiu adiar as consultas parlamentares até segunda-feira, 24 de janeiro, e terça-feira, 25 de janeiro de 2011", afirmou um comunicado divulgado pelo escritório de Suleiman.

AE, Agência Estado

17 de janeiro de 2011 | 09h57

O Hezbollah, apoiado pelo Irã, deixou o gabinete na última quarta-feira por causa de uma disputa sobre o Tribunal Especial para o Líbano apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que investiga o assassinato em 2005 de Rafiq Hariri, o pai de Saad Hariri. O promotor Daniel Bellemare deve entregar suas conclusões no caso hoje, segundo funcionários libaneses. O material não deve ser tornado público até o juiz Daniel Fransen revisar e aprovar os documentos.

O chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, acusa o tribunal sediado na Holanda de estar sob controle dos Estados Unidos e de Israel. O Hezbollah espera que altos membros do grupo sejam acusados. Nasrallah já advertiu que seu partido se defenderá contra qualquer acusação.

A crise do governo no Líbano aprofundou a divisão entre o campo de Hariri, apoiado pelo Ocidente, e a aliança do Hezbollah, com apoio iraniano. Há o temor de que possa ocorrer novos episódios de violência sectária no país do Oriente Médio, que já sofreu com uma prolongada guerra civil no passado. As informações são da Dow Jones.

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