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No Líbano, secretário-geral da ONU pede diálogo entre rivais

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta sexta-feira, 30, um diálogo para romper o impasse político no Líbano, onde encontrou-se com líderes rivais em Beirute. Foi a primeira visita oficial do secretário ao Líbano. Antes, ele participou da cúpula árabe na Arábia Saudita, onde foi feito pouco progresso na direção da crise libanesa. "Volto a exortar os líderes do Líbano a entrarem em diálogo com o propósito de promover a reconciliação nacional", disse Ban a repórteres depois de encontro com o presidente do parlamento, Nabih Berri.Ele fez também um pedido para os políticos avançarem na criação de um tribunal, com apoio da ONU, para julgar suspeitos do assassinato do ex-premier Rafik al-Hariri. A corte é um dos principais assuntos que dividem o governo do primeiro-ministro Fouad Siniora e a oposição liderada pelo grupo muçulmano xiita Hezbollah. "Eu saúdo o consenso nacional libanês sobre o tribunal, mas ressalto a importância de se avançar neste tema", disse Ban. "Exorto as partes a encontrarem uma rápida solução para este assunto, respeitando ao mesmo tempo os procedimentos constitucionais do Líbano."DivergênciasSiniora enviou uma proposta de lei sobre a corte ao gabinete de Berri nesta sexta-feira, mas não havia ninguém para recebê-la, disse uma fonte próxima do presidente do parlamento. Berri deverá devolver a proposta, porque o presidente Emile Lahoud, pró-Síria, não assinou o documento. A oposição afirma que a tentativa de Siniora de enviar a lei ao parlamento foi planejada para este momento para mostrar a Ban que os canais constitucionais estão fechados e que uma corte terá de ser criada por outros meios, como uma resolução do Conselho de Segurança. O Hezbollah, que tem apoio da Síria e do Irã, afirma que apóia o tribunal, mas que deseja garantias de que não será explorado politicamente. Líderes pró-governo culpam a Síria pelo assassinato de Hariri, em 2005. Damasco nega envolvimento. Por motivos de segurança, Ban ficou longe do quartel-general da ONU, no centro de Beirute, onde simpatizantes da oposição estão acampados desde 1º de dezembro, como parte de uma campanha para derrubar o governo.Centenas de funcionários da ONU foram levados em ônibus para se encontrarem com o secretário-geral em um hotel a beira-mar. Ban planeja também encontros com Siniora, com líderes da facção de Saad al-Hariri, filho do ex-premier assassinado, e com Mohammed Fneish, do Hezbollah, que deixou o gabinete de Siniora em novembro, junto com outros ministros.O chefe da ONU visitará também uma força de manutenção de paz da ONU no sul do Líbano, que cresceu de 2 mil para 13 mil homens depois da guerra de julho e agosto entre Israel os guerrilheiros do Hezbollah.

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