No México, 12 cadáveres são encontrados decapitados

Mortes podem ter ligação com o narcotráfico, afirmam autoridades locais

Associated Press e Efe,

22 de dezembro de 2008 | 04h52

Os corpos decapitados de 12 homens, alguns deles soldados, foram encontrados no domingo, 21, em Chilpancingo e outro município próximo, no estado de Guerrero, informaram autoridades do México.   Nove cadáveres sem crânio foram achados em um centro de compras importante da capital, Chilpancingo, afirma o secretário de Segurança Pública, Juan Salianas Altés. Perto do local, o governador participou, mais tarde, de uma tradicional celebração religiosa, realizada sob estrita segurança.   Os nove corpos foram encontrados "amarrados nos pés e nas mãos" em locais distintos, segundo a procuradoria local. Três deles estavam na estrada federal México-Acapulco e os seis restantes em outra via do estado.   Perto dos nove corpos, as autoridades se depararam com uma bolsa com nove cabeças, algumas com a boca coberta por fita adesiva.   Uma aviso de ameaça foi encontrado perto das cabeças. "Esta é uma de cal por duas de areia. Para cada um que matarem, mataremos dez". As vítimas tinham um corte de cabelo em estilo militar, conforme o Instituto Médico Legal (Semefo).   Outros três corpos foram localizados na comunidade de Mochitlán, a cerca de 15 quilômetros da capital. Segundo fontes, que preferiram não se identificar, entre estes últimos corpos está o de Simón Wences Martínez, ex-diretor das polícias judiciais estadual e municipal, segundo a procuradoria mexicana.   Os militares devem ter sido interceptados no sábado, 20, por um grupo armado quando saíam das instalações do 41º batalhão de infantaria da 35ª zona militar, com sede em Chilpancingo.   A autoria da maioria da crescente onda de atos violentos que assola o México é atribuída ao narcotráfico. Autoridades estimam que mais de 5.300 pessoas foram mortas em atos violentos relacionados com a crime organizado em 2008.   Os cartéis mexicanos de drogas têm recorrido com cada vez mais freqüência à decapitação de suas vítimas, incluindo narcotraficantes rivais, policiais e soldados. Em 28 de agosto, 10 cadáveres sem cabeça foram achados nas proximidades de Mérida, capital do estado de Yucatán.  

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