David Maung/AP
David Maung/AP

No México, juíza manda soltar ex-prefeito de Tijuana

Jorge Hank Rhon era acusado de possuir armas de uso exclusivo do Exército

Agência Estado

14 de junho de 2011 | 10h59

TIJUANA - A juíza federal Blanca Evelia Parra Meza ordenou nesta terça-feira, 14, a libertação por falta de provas do ex-prefeito da cidade de Tijuana Jorge Hank Rhon, acusado de possuir armas de uso exclusivo do Exército. A juíza informou a Hank Rhon e a seus advogados que não foi possível demonstrar a culpa nas acusações contra ele, por isso o suspeito deixará a prisão nas próximas horas.

Amante declarado dos animais, magnata dos jogos de azar e proprietário do único local para corrida de cachorros do país, o excêntrico ex-prefeito foi acusado em vários momentos de sua vida, sem provas, por supostas atividades criminais. Atualmente, o homem que governou a fronteiriça Tijuana entre 2004 e 2007 pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI) enfrenta uma situação distinta: ele é acusado de posse ilegal de armas, após o Exército encontrar em sua casa um arsenal com 88 armas e 10 mil cartuchos.

A Procuradoria Geral da República (PGR) anunciou na quarta-feira passada que o suspeito havia sido acusado formalmente. A juíza, porém, resolveu libertá-lo. O advogado de defesa Fernando Benítez havia dito que seu principal argumento era que os militares entraram na propriedade de seu cliente sem uma ordem judicial. "Se a busca é ilegal, tudo que foi obtido é inadmissível como evidência", notou. A PGR havia informado anteriormente que os militares observaram homens armados que entraram na propriedade e então prenderam todos, entre eles o empresário, em flagrante.

O ex-prefeito, de 55 anos, assegurou em nota no dia da prisão que foi acordado por militares, que o fizeram tirar fotos ao lado de armas que nunca havia visto. A posse ilegal de armas pode render uma pena de até 30 anos de prisão no México. As informações são da Associated Press.

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