REUTERS/Henry Romero
REUTERS/Henry Romero

No México, Obrador rejeita elo com Caracas

López Obrador, que pela terceira vez busca a presidência, foi questionado sobre as ligações com o chavismo durante um programa de TV

O Estado de S.Paulo

04 Maio 2018 | 22h24

CIDADE DO MÉXICO - O candidato esquerdista Andrés Manuel López Obrador, que lidera as pesquisas para as eleições presidenciais de 1.º de julho, no México, classificou nesta sexta-feira, 4, de calúnias as tentativas de vinculá-lo ao governo da Venezuela e assegurou que nunca conheceu Hugo Chávez.

López Obrador, que pela terceira vez busca a presidência, foi questionado sobre as ligações com o chavismo durante um programa da rede de TV Televisa. “É uma calúnia. Querem assustar. Mas faz parte da guerra suja”, disse o candidato, que acusou um grupo de empresários, a quem chama de “máfia no poder”, que estariam engajados em uma campanha contra ele. 

+Candidatos à presidência do México respondem às declarações de Trump sobre imigração

Questionado sobre a crise econômica e política na Venezuela, López Obrador disse apenas que “as coisas não estão bem” no país e descreveu Chávez como “polêmico”. “Não tenho nenhuma relação com Chávez. Nunca o conheci.”

O candidato acusa um grupo de empresários de fraudar a eleição de 2006, quando ele perdeu por menos de 1% dos votos para o conservador Felipe Calderón, criticado por lançar uma operação militar antidroga que foi acompanhada por uma onda de violência que deixou mais de 200 mil mortos. 

De acordo com pesquisas recentes, López Obrador tem cerca de 40% dos votos e uma vantagem de 15 pontos porcentuais sobre Ricardo Anaya, do Partido de Ação Nacional (PAN), que tem cerca de 30% da preferência. José Antonio Meade, do governista Partido Revolucionário Institucional (PRI), aparece com 20%. 

O escritor peruano Mario Vargas Llosa, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, faz campanha contra López Obrador, candidato que considera “um demagogo”.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.