No México, PRI busca novo candidato para eleição

O Partido Revolucionário Institucional (PRI), principal grupo de oposição ao governo do presidente mexicano, Felipe Calderón, começou ontem uma busca frenética pelo substituto de Rodolfo Torre, candidato ao governo do Estado de Tamaulipas nas eleições regionais de domingo. Torre foi assassinado na segunda-feira em uma emboscada em uma estrada perto da fronteira com os Estados Unidos.

AE, Agência Estado

30 de junho de 2010 | 08h58

Líderes do PRI reuniram-se ontem em Ciudad Victoria, capital de Tamaulipas, para começar o processo de escolha de um substituto para Torre, que liderava as pesquisas de intenção de voto. Candidatos de todos os partidos interromperam suas campanhas no Estado. Aos gritos de "justiça", cinco mil pessoas compareceram ao funeral, realizado em um centro de convenções da cidade.

Durante a cerimônia fúnebre, Andrés Rafael Granier Melo, governador do Estado de Tabasco, afirmou que está jurado de morte pelos narcotraficantes. Ele está em Ciudad Victoria para o funeral de Torre e declarou que outros três governadores do PRI - de Chihuahua, Sinaloa e Veracruz - também foram ameaçados.

"Dois policiais foram metralhados na porta da casa de minha filha", disse Granier Melo, que teve de se mudar depois do ataque. "Avisei o governo federal que existe uma ameaça do Cartel do Golfo. Mas não recuarei. Não entregarei Tabasco a esses grupos criminosos."

Políticos, analistas e a polícia mexicana acreditam que a onda de violência às vésperas da eleição é parte de uma estratégia dos narcotraficantes para intimidar os eleitores e passar a imagem de um país desgovernado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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