No Nepal, abalado por outro forte tremor hoje, estado geral é de pânico

No Nepal, abalado por outro forte tremor hoje, estado geral é de pânico

Famílias dormem debaixo de marquises, toldos ou tendas feitas de painéis de propaganda e pedaços de madeira

Lisandra Paraguassú, Enviada especial de O Estado de S. Paulo

26 de abril de 2015 | 14h50

KATMANDU - Um dia depois do terremoto de 7.8 graus que devastou o Nepal, a capital do país se mantém em estado de pânico. No início da tarde deste domingo outro forte tremor, dessa vez de 6.7 graus, fez com que nepaleses e turistas corressem mais uma vez para as ruas. 

Esta noite, com chuva e temperaturas abaixo dos 15 graus, famílias inteiras dormem debaixo de marquises, toldos ou tendas feitas de painéis de propaganda e pedaços de madeira. Nos hotéis, camas foram montadas em lobbies e jardins. Com o risco de mais um forte tremor, ninguém se arrisca a estar longe de portas abertas.

O aeroporto de Katmandu, fechado desde o momento do primeiro tremor, reabriu neste domingo. Milhares de pessoas correram para lá, na tentativa de embarcar no primeiro voo para fora do Nepal - poucos conseguiram. 

Do outro lado, nepaleses tentavam embarcar a qualquer custo em Abu Dhabi e Doha para voltar para casa. Somavam-se à confusão no aeroporto dezenas de jornalistas que chegam à cidade e ainda alguns turistas que, apesar dos problemas e das dezenas de rotas de trekking destruídas,  decidiram manter viagens já programadas. 

Um desses turistas, russo, que preferiu não se identificar, explicou ao Estado que já estava com a viagem paga e as reservas feitas. Preso por uma noite em Abu Dhabi, decidiu manter a viagem, planejada há um ano, para o campo base do Himalaia, mesmo sabendo que avalanches provocadas pelo terremoto mataram ao menos 14 pessoas.

Tremores ainda sacodem o país periodicamente. Fala-se em mais um grande terremoto nos próximos dias, mas as previsões são, na verdade, precárias e pouco precisas. Boa parte do país está às escuras e as comunicações funcionam de forma intermitente. Neste momento, reportagens estão sendo enviadas de celulares por SMS. 

Há falta de médicos, mantimentos, remédios e água.  Sobram feridos - cerca de 5 mil pelas últimas estatísticas - e última informação oficial contava mais de 2,4 mil mortos no país, número que passa dos 2.5 mil ao todo.

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