No Oriente Médio, papa denuncia 'ideologias terroristas'

O Papa Bento XVI denunciou hoje as "ideologias terroristas", que espalham a violência em nome de Deus, baseadas em deuses falsos, e que devem ser desmascaradas. O pontífice fez a afirmação nesta segunda-feira, na abertura de um encontro de bispos do Oriente Médio. O encontro de hoje teve o objetivo de debater os problemas que a minoria católica enfrenta na região de maioria muçulmana.

AE-AP, Agência Estado

11 de outubro de 2010 | 20h53

O Papa convocou os bispos para irem a Roma para discutir a grande migração de cristão de seus lares originais por causa da guerra e de conflitos econômicos. Apenas no Iraque, os católicos representavam 2,89% da população em 1980 e em 2008 eles eram apenas 0,89%. No atual cenário, os católicos representam apenas 1,6% da população da região, de acordo com dados do Vaticano. Os cristãos como um todo representam 5,62%.

O encontro de hoje contou com 185 participantes, incluindo nove patriarcas das comunidades cristãs do Oriente Médio e representantes de outras 13 comunidades. Um rabino e dois clérigos muçulmanos também participam do evento. Nesta segunda, as atenções foram concentradas na decisão de Israel de requerer a novos cidadãos que façam um juramento de lealdade ao Estado "judeu e democrático", o que foi considerado pelos israelenses árabes uma medida racista e provocativa.

O patriarca da Igreja Católica Cóptica de Alexandria, no Egito, Antônios Naguib, que está realizando o encontro, chamou a decisão de "contradição flagrante" já que Israel gosta de ser chamada não de nação mais democrática, mas da única nação democrática da região.

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