No Oriente Médio, papa ressalta 'vínculo' com judeus

O papa Bento XVI disse hoje que sua visita ao Oriente Médio era uma lembrança do "vínculo inseparável" que existe entre a Igreja Católica e o povo judeu, uma relação que está estremecida durante o seu pontificado. O papa falou do Monte Nebo, no vale do Rio Jordão, onde a Bíblia diz que Moisés viu Canaã, a terra prometida.

AE-AP, Agencia Estado

09 de maio de 2009 | 10h57

O papa disse esperar que "nosso encontro de hoje inspire em nós a renovação do amor pela sagrada escritura e um desejo de superar todos os obstáculos para uma reconciliação de cristãos e judeus em respeito mútuo e cooperação". Este é o segundo dia da visita do papa ao Oriente Médio, que deve durar uma semana e também o levará para Israel e para os territórios palestinos.

No início do ano o papa provocou revolta na comunidade judaica ao revogar a excomunhão de um bispo ultraconservador que negava o Holocausto. Bento XVI suspendeu sua excomunhão juntamente com outros três prelados em uma tentativa de acabar com um cisma na igreja. Porém, apesar da retirada da excomunhão, não foi permitido ao bispo retornar às suas funções.

A condenação forçada do antissemitismo pelo papa e o reconhecimento dos erros do Vaticano suavizaram a raiva dos judeus em relação ao bispo. Mas outro ponto de discórdia tem sido o Papa Pio XII, que o atual papa chama de "grande homem da Igreja" mas que, na opinião dos judeus, não fez tudo o que podia para evitar o extermínio dos judeus.

A visita ao Monte Nebo é a primeira que o papa fará a lugares sagrados durante sua primeira estadia no Oriente Médio. "A tradição antiga da peregrinação para os lugares sagrados nos remete à ligação inseparável existente entre a Igreja e os judeus", disse o papa.

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