Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

No Peru, 11 mil armas de fogo são destruídas como medida de segurança

Ministro do Interior afirmou que a medida visa impedir que armamento caia nas mãos de criminosos e seja usado contra cidadãos

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2019 | 02h43

Mais de 11.000 armas de fogo, incluindo pistolas, revólveres e espingardas foram destruídas pelas autoridades do Peru nesta sexta-feira, 19, em uma siderúrgica na cidade portuária de Pisco, cerca de 250 quilômetros ao sul de Lima. 

"Nós apresentamos 11.610 armas apreendidas”, disse o chefe da Superintendência de Controle de Serviços de Segurança, Armas, Munições e Explosivos para Uso Civil, Carlos Rivera. "Essa é a maior quantidade de armas já destruídas no país", acrescentou ele.

O objetivo das autoridades é retirar armas ilegais do mercado, "de modo que elas não possam ser usadas ​​contra cidadãos", disse Rivera. "Essas armas nas mãos de criminosos são usadas para crimes sérios contra cidadãos e pessoas indefesas", acrescentou o ministro do Interior, Carlos Moran.

Essa iniciativa busca alertar para os riscos da proliferação de armas ilegais e a importância de controlá-las, afirmou o chefe peruano de segurança interna.

As autoridades peruanas destruíram ao todo 3.783 pistolas, 5.230 revólveres, 319 carabinas, 1.213 espingardas e 1.065 armas feitas à mão, em um forno com capacidade para 80 toneladas. Ao todo, o material concentrava um peso de 11,6 toneladas antes de perder sua forma original. 

As autoridades peruanas dizem que, apenas nos últimos sete anos, pouco mais de 30 mil armas foram destruídas no país. A insegurança dos cidadãos tem sido um dos maiores problemas e temores dos peruanos há anos, segundo relatos e pesquisas, graças ao aumento de homicídios e roubos.

De acordo com uma pesquisa realizada em abril, pela empresa Ipsos, 52% dos peruanos consideravam o crime ou a falta de segurança como o principal problema do país. Ainda em junho, o governo anunciou a incorporação de 6 mil novos policiais para combater o crime.

"A adição de 6.000 jovens que se juntam à força policial vai lutar contra este grande problema [insegurança] que temos na sociedade", disse o presidente Martín Vizcarra, após a cerimônia de formatura dos novos agentes.

Autoridades planejam também adicionar ao quadro 12 mil novos policiais ao longo deste ano, pouco mais da metade dos 20.000 que foram solicitados ao Ministério do Interior para que o combate à criminalidade e insegurança fosse mais eficaz, admitiu Vizcarra.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, 26% da população peruana foi vítima de algum ato criminoso apenas este ano, enquanto 9,7% desses casos foram cometidos com uma arma de fogo. O roubo de dinheiro e telefones celulares está no topo da lista dos principais crimes. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.