No Peru, Keiko mantém vantagem sobre Humala para o segundo turno

Pesquisa aponta que 46,9% dos eleitores planeja votar na candidata de centro-direita

Agência Estado

26 de maio de 2011 | 16h16

Humala e Keiko concentram-se na busca de apoia para o segundo turno

 

LIMA - A candidata Keiko Fujimori, de centro-direita, mantém a dianteira para as eleições presidenciais peruanas, com quase 6 pontos porcentuais de vantagem nas intenções de voto sobre o candidato de centro-esquerda, o militar da reserva Ollanta Humala. A pesquisa foi feita pelo Instituto Datum no dia 22 e publicada nesta quinta-feira, 26, no diário Peru.21.

 

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Embora não mostre maiores variações, a pesquisa indica um pequeno crescimento na vantagem da candidata de centro-direita, filha do ex-presidente Alberto Fujimori. A Datum realizou uma simulação com 1.214 pessoas, às quais deu cédulas para que expressassem sua preferência. No total, 46,9% votariam em Keiko e 41,8% em Humala. Outros 6,3% votaram em branco e 5% anularam os votos.

 

Contando apenas os votos válidos, Keiko obteve 52,9% e Ollanta 47,1%. A sondagem também indicou que 54,4% dos peruanos acreditam que Keiko vencerá o segundo turno, frente a 33,3% que pensam que será Humala. Quanto à percepção que os eleitores têm dos candidatos, Keiko Fujimori, de 36 anos, é vista como a que possui melhores qualidades, porque "tem mais conhecimentos sobre o funcionamento da economia do país" (52,4%); "respeitará os tratados comerciais internacionais" (54,9%); e "tomará as melhores decisões para o país" (46,8%).

 

Já para 49% dos entrevistados, Humala "tem maiores probabilidades de fechar o Congresso e virar um ditador", enquanto apenas 20% dos eleitores acreditam que Keiko Fujimori seria capaz disso.

 

Keiko encontra dificuldades para crescer na intenção de votos, uma vez que lembra parte do eleitorado dos anos de corrupção e violação aos direitos humanos ocorridos durante o governo de seu pai, entre 1990 e 2000. Alberto Fujimori cumpre pena de 25 anos de prisão por duas matanças desfechadas por "esquadrões da morte" no começo de seu governo. As informações são da Associated Press.

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