No Peru, premiê critica a violência dos protestos

O primeiro-ministro do Peru, Salomon Lerner Ghitis, não cedeu nesta sexta-feira contra uma onda de protestos violentos que ocorrem em vários locais do país, muitos envolvendo manifestantes contra atividades de mineração. As negociações nesta quinta-feira entre ministros e manifestantes que querem que o governo cancele as concessões de mineração na região de Andahuaylas não chegaram a um acordo.

AE, Agência Estado

11 de novembro de 2011 | 12h49

Programas de televisão mostraram manifestantes colocando fogo em edifícios e atacando a polícia em Andahuaylas. Rádios disseram que diversas pessoas ficaram feridas e há relatos conflitantes sobre mortes. "Nós temos a responsabilidade de continuar firmes em resolver os conflitos usando o diálogo e buscando consenso, mas não podemos cair na armadilha que pequenos grupos de interesse têm em criar o caos e a violência, prejudicando a imagem do Peru", disse Lerner. Ele afirmou que tem de haver livre circulação nas estradas e respeito à propriedade privada.

O ex-ministro do Interior Fernando Rospigliosi disse, em uma entrevista transmitida sexta-feira, que muitos dos organizadores dos protestos na região Andahuaylas estão envolvidos em mineração ilegal e tráfico de drogas e não querem que as empresas de mineração formal entrem na região. Os manifestantes promoveram atos em várias regiões do Peru nesta semana, incluindo um contra a gigante mina de metais básicos de Antamina, no centro do país. As informações são da Dow Jones.

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