No Quênia, parentes de Obama acompanham primárias de perto

A eleição presidencialnorte-americana de 2008 atrai a atenção de milhões de pessoasno mundo, mas em poucos lugares há tanta expectativa quanto emKogelo, no Quênia, local de origem da família de Barack Obama. Parentes e amigos se aglomeraram na quarta-feira em tornode televisores para conhecer os resultados da chamadaSuperterça, quando mais de 20 Estados realizaram a indicaçãodemocrata para a eleição de 4 de novembro. "Ninguém pode se sentir mal quando algo de bom acontece",disse Sarah Anyango Obama, avó do candidato. "Obama énorte-americano, mas também queniano. Se ele ganhar, quero queajude o Quênia também, não só a mim e não só a aldeia, mas todoo país e todo o mundo." Nascido no Havaí, filho de mãe branca norte-americana e depai queniano, Obama é idolatrado por muitos quenianos com omesmo fervor que os irlandeses dedicavam na década de 1960 aopresidente John F. Kennedy -- por ser um compatriota que foialém dos sonhos mais delirantes. Barack Obama, 46 anos, trabalhou como advogado de direitosindividuais e professor de direito. Ele já se declarou"profundamente perturbado" pela atual crise política no Quênia,que provocou mais de mil mortes desde a eleição de 27 dedezembro no país. A família Obama é da etnia luo, à qual pertence o líderoposicionista Raila Odinga, que acusa o presidente Mwai Kibakide fraude na votação que o reelegeu, o que desencadeouconfrontos étnico-partidários envolvendo principalmente astribos luo e kikuyu, de Kibaki. Obama ganhou em 13 dos 21 Estados na disputa deterça-feira, mas sua rival Hillary Clinton conquistou maisvotos nos Estados mais importantes, Califórnia e Nova York. (Por Fred Nyamita)

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