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No segundo dia, ofensiva dos EUA avança em cidades afegãs

Obama faz sua maior operação anti-Taleban; 12 supostos insurgentes e um fuzileiro morreram em confrontos

03 de julho de 2009 | 09h58

Pelo menos 12 supostos insurgentes e um soldado da coalizão liderada pelos Estados Unidos morreram no início da grande ofensiva que as tropas norte-americanas e afegãs lançaram contra o Taleban na província de Helmand (sul), informou nesta sexta-feira, 3, uma fonte militar.

 

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Os EUA lançaram na quinta-feira, no sul do Afeganistão, sua maior operação militar contra o Taleban desde que o presidente Barack Obama assumiu o poder. O alvo da chamada Operação Khanjar (Golpe da Espada) foi a Província de Helmand, um dos bastiões do extremismo islâmico e da produção de ópio no Afeganistão. O objetivo é restaurar a confiança dos afegãos no governo local e garantir a segurança da região antes das eleições presidenciais de 20 de agosto.

 

Uma porta-voz da coalizão, Elisabeth Mathias, explicou à agência Efe que estão sendo registrados "intensos combates" nos arredores do município de Khanishin, capital do distrito de Reg, e outras zonas do vale do rio Helmand, onde desde quinta-feira acontece a ofensiva. Segundo ela, vários soldados ficaram feridos.

 

Os militares avançaram pelos vilarejos na área controlada pelo Taleban encontrando pouca resistência na fase inicial da ofensiva - com pequenas armas de fogo - ainda que esta seja uma tática comum entre os militantes. A parte difícil da operação será conseguir o apoio dos habitantes da região. A ofensiva na área de 88 quilômetros controlada pelo Taleban no sul do país será uma prova para a nova estratégia de Obama, para permitir que o governo afegão estabeleça raízes em Helmand. As milícias demonstraram força na região, e grandes regiões estão sob controle do grupo, com pouca ou nenhuma presença do governo.

 

No segundo dia da operação, as unidades conseguiram o controle de centros locais como Nawa e Garmser, e negociaram sua entrada em Khan Neshin, capital do distrito de Rig, afirmou Pelletier. "Eles esperam por líderes locais e das aldeias" fora de Khan Neshin e , "com sua permissão, entrarão".

 

A falta de resistência dos militantes pode mudar nos próximos dias, segundo afirmou nesta sexta o capitão Bill Pelletier, porta-voz da unidade. Segundo ele, o objetivo da operação não é acabar com o Taleban, mas sim ganhar a confiança da população local" - tarefa difícil numa região em que os estrangeiros são vistos sob suspeita. "É importante engajar-se com líderes-chaves, ouvir o que eles mais precisam e quais são as suas prioridades".

 

A presença militar americana no Afeganistão já dura oito anos. No entanto, apesar dos 90 mil soldados estrangeiros no país, os índices de violência não param de aumentar e nas últimas semanas quebraram recordes. Com a proximidade das eleições presidenciais, autoridades locais temem que haja ataques contra colégios eleitorais ou ações de intimidação para impedir a população de votar. As campanhas dos candidatos já tiveram início na semana passada.

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