Pablo Martinez Monsivais/AP
Pablo Martinez Monsivais/AP

No Senado, Hillary defende atuação americana no ataque na Líbia

Secretária de Estado dos EUA assumiu a responsabilidade por quaisquer falhas de segurança

AE, Agência Estado

23 de janeiro de 2013 | 12h57

(Texto atualizado às 18h40) WASHINGTON - A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, fez uma defesa inabalável hoje da resposta do governo Obama ao ataque em setembro de 2012 a instalações do governo dos EUA em Benghazi, na Líbia.

A secretária assumiu a responsabilidade novamente por quaisquer falhas de segurança, mas elogiou a resposta à tragédia de seu departamento e de outras agências do governo. Ela disse também que os ataques "são parte de um desafio estratégico mais amplo para os EUA e nossos parceiros na África do Norte" devido ao surgimento do extremismo violento lá.

"Ninguém é mais comprometido em conseguir isso", disse Clinton a senadores. "Estou determinada a deixar o Departamento de Estado e nosso país mais forte e mais seguro."

O testemunho dela no Comitê de Relações Exteriores do Senado teve tom de despedida, visto que ela planeja renunciar assim que o senador John Kerry for confirmado como o novo secretário de Estado. "Foi uma das maiores honras da minha vida comandar homens e mulheres do Departamento de Estado e da Agência para Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID)", disse Hillary.

Após listar uma série de ações do governo após o ataque na Líbia no dia 11 de setembro, ela elogiou a força de trabalho de sua agências. "Eles perguntam o que podem fazer por seu país", disse ela.

Durante a audiência, o senador republicano Ron Johnson disse que o país foi "levado a crer que houve supostos protestos e que uma ofensiva eclodiu a partir deles". Hillary respondeu, elevando a voz: "Com todo o respeito, o fato é que tínhamos quatro americanos mortos - se foi por causa de um protesto ou porque uns caras decidiram matar alguns americanos, que diferença faz, a esta altura? É nosso trabalho entender o que aconteceu e fazer o que pudermos para impedir que isso aconteça de novo."

Em mais um momento tenso, o republicano Rand Paul disse ser "imperdoável" a admissão, de Hillary, de que ela não tinha lido documentos diplomáticos do consulado anteriores ao ataque pedindo mais segurança. A Secretária de Estado respondeu que o Departamento de Estado está implementando 29 recomendações de um comitê independente que investigou o incidente.

Hillary também deverá testemunhar no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes sobre o ataque. Essa audiência, como a realizada no Senado, será pública.

Ela é a única testemunha em audiências consecutivas nesta quarta-feira de painéis de políticas externas no Senado e na Câmara sobre o ataque à missão diplomática norte-americana em Bengasi, na Líbia, que matou o embaixador Chris Stevens e outros três americanos.

As informações são da Dow Jones

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