Alan Santos/PR
Alan Santos/PR

No Twitter, Bolsonaro felicita Bibi por vitória nas eleições de Israel

O presidente visitou o primeiro-ministro israelense na semana passada, antes das eleições, e anunciou a criação de um escritório de negócios do Brasil em Jerusalém

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2019 | 15h27

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro felicitou nesta quinta-feira, 11, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin "Bibi" Netanyahu, pela vitória nas eleições realizadas no país.

"Parabenizo @netanyahu pela grande vitória e pela renovação de seu mandato como primeiro-ministro de Israel. Bibi é um grande líder e seguiremos trabalhando juntos pela prosperidade e pela paz dos nossos povos, com base em nossos valores e convicções profundas", escreveu Bolsonaro em mensagem publicada no Twitter.

Os resultados oficiais da eleição de terça-feira ainda não foram divulgados pelo Comitê Central Eleitoral de Israel. Durante a apuração, o órgão detectou divergências em 60 mil cédulas.

O principal afetado pela análise pode ser o partido Nova Direita, dos ministros de Educação, Naftali Benet, e de Justiça, Ayelet Shaked, que por 1.380 votos podem não superar os 3,25% necessários para conseguir ter representação parlamentar.

A apuração parcial indica a vitória do Likud, partido de Netanyahu, com 26,83% dos votos, à frente do principal rival na disputa, o Azul e Branco, de Benny Gantz, que obteve 26,47%.

Caso o resultado seja confirmado, os dois grupos obteriam 35 cadeiras cada no parlamento de Israel. Se o Nova Direita superar a cláusula de barreira, Likud e Azul e Branco perdem um deputado.

Netanyahu está sendo considerado vencedor nas eleições porque tem mais chances de conseguir alianças para formar um governo com grupos de direita e religiosos. A configuração política eleita daria ao primeiro-ministro 64 cadeiras, de um total de 120.

Visita

Bolsonaro foi a Israel na semana passada, antes das eleições, e anunciou a criação de um escritório de negócios do Brasil em Jerusalém, uma medida que visava agradar Netanyahu e parte do eleitorado evangélico brasileiro.

No entanto, muitos viram a medida como um recuo da promessa de campanha de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, seguindo os passos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

De qualquer forma, o anúncio gerou mal-estar entre os palestinos e os países árabes, grandes compradores de alimentos do Brasil.

Para tentar minimizar o desentendimento, Bolsonaro participou ontem de um jantar com embaixadores de 40 países árabes e muçulmanos e afirmou que o governo está aberto a se relacionar com todo o mundo. /EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.