Joyce N. Boghosian / Casa Branca
Joyce N. Boghosian / Casa Branca

No Twitter, Trump diz que deixará o hospital pela noite

O presidente pediu ainda às pessoas que 'não tenham medo da covid e não deixem que ela domine sua vida'; equipe médica diz que ele ainda não está totalmente fora de perigo, mas confirma saída

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2020 | 15h55
Atualizado 05 de outubro de 2020 | 17h42

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, informou em um post no Twitter que deixará o hospital militar Walter Reed nesta segunda-feira, 5, às 18h30 (hora local, 19h30 de Brasília). O presidente, de 74 anos, confirmou que deixará o centro médico após ser submetido a um tratamento contra a covid-19, desde a sexta-feira, quando anunciou ter testado positivo para a doença

O presidente pediu ainda às pessoas que "não tenham medo da covid". "Estou me sentindo muito bem!", tuitou o republicano na tarde desta segunda-feira. "Não tenha medo da covid. Não deixe que ela domine sua vida. Desenvolvemos, sob o governo Trump, algumas drogas e conhecimentos realmente excelentes. Sinto-me melhor agora do que há 20 anos!"

Logo em seguida, o médico do presidente, Sean Conley, disse que as avaliações e o estado clínico apoiam o retorno dele para a Casa Branca. "Embora ele possa não estar totalmente fora de perigo ainda, a equipe e eu concordamos que todas as suas avaliações e, mais importante, seu estado clínico apoiam seu retorno para casa, onde ele estará cercado por cuidados médicos 24 horas por dia, 7 dias por semana", disse.

O médico informou que o presidente americano não apresenta problemas respiratórios e não teve febre nas últimas 72 horas. Trump, porém, continua usando o medicamento dexametasona e receberá um nova dose do antiviral Remdesivir antes de deixar o centro médico Walter Reed.

Conley reconheceu que Trump teve duas quedas de oxigênio e que estava "um pouco desidratado" na sexta-feira. A equipe médica garantiu, ainda, que fará o que for preciso para que o republicano possa trabalhar na Casa Branca, mas não informou quando ele poderá retomar a agenda presencial da campanha pela reeleição. Conley também se recusou a responder uma pergunta sobre o estado dos pulmões de Trump.

O chefe de gabinete de Trump, Mark Meadows, disse pela manhã que a saúde do presidente continuava melhorando e "durante o dia" seria tomada uma decisão sobre se ele receberia alta. Ao mesmo tempo, porém, crescia a polêmica sobre os cuidados, ou a falta deles, tomados pela Casa Branca e pela família Trump para evitar o contágio. 

Três dias após a internação de Trump, sua secretária de imprensa, Kayleigh McEnany, anunciou nesta segunda-feira que também tem o vírus, mas sem sintomas, após "testar negativo" todos os dias desde quinta-feira. Naquele dia, a infecção da assessora presidencial Hope Hicks alarmou a todos.

McEnany falou brevemente com repórteres fora da Casa Branca no domingo. Ela não usava máscara. A secretária informou que ficará em quarentena e continuará trabalhando remotamente. Seu caso é o mais recente de uma pessoa do convívio do presidente a ser diagnosticada com covid-19.

O vice-presidente Mike Pence não está em quarentena e deve viajar para Utah antes do debate entre os candidatos a vice na noite de quarta-feira. Depois disso, Pence planeja participar de eventos de campanha no Arizona e na Flórida no fim desta semana, antes de parar em seu Estado-natal, Indiana, para votar antecipadamente. 

Segundo o New York Times, citando fontes que não foram identificadas, Trump já havia pressionado para ter alta no domingo, motivado por um desejo de mostrar ao país e ao mundo que ele está funcional e não acamado por um vírus. Mas seus médicos não apoiaram a ideia de ele retornar para a Casa Branca. Em vez disso, foi tomada a decisão de permitir que Trump desse uma volta de carro para acenar para uma multidão de apoiadores do outro lado da rua do hospital e pudesse, assim, ser visto por eles./COM REUTERS, AFP e NYT 

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