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No Vaticano, papa Francisco e presidente do Irã discutem luta contra o terrorismo

Francisco recebeu Rohani quase 17 anos depois da histórica visita de um líder iraniano ao Vaticano 

O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2016 | 14h13

CIDADE DO VATICANO - O papa Francisco conversou nesta terça-feira, 26, com o presidente iraniano, Hassan Rohani, sobre a importância do Irã na solução dos atuais problemas no Oriente Médio, assim como na luta contra o terrorismo e o tráfico de armas, de acordo com um comunicado do Vaticano.

Francisco recebeu Rohani no Vaticano, quase 17 anos depois da histórica visita do então presidente Mohammad Khatami a João Paulo II em março de 1999. 

Na reunião desta terça, que durou 40 minutos, eles analisaram, por exemplo, "a conclusão e aplicação do Acordo Nuclear". "O Irã é chamado a desempenhar um importante papel, junto a os outros países da região, para promover soluções políticas adequadas às problemáticas que afligem o Oriente Médio, contrastando a difusão do terrorismo e o tráfico de armas", diz o texto divulgado pelo Vaticano.

Outro tema tratado foi "a importância do diálogo inter-religioso e a responsabilidade das comunidades religiosas na promoção da reconciliação, da tolerância e da paz". O papa ressaltou os "valores espirituais comuns" e as "boas relações" entre ambos os Estados.

A delegação composta por 12 pessoas, entre elas o ministro de exteriores iraniano, Mohamed Javad Zarif, chegou ao palácio pontifício às 11h (8h em Brasília) e a reunião particular teve início às 11h13 (8h13 em Brasília) na biblioteca.

A conversa teve a ajuda de dois intérpretes, um que traduzia o farsi ao italiano para o papa, e uma funcionária da embaixada iraniana - a única mulher da delegação - que se encarregava da tradução para o presidente do Irã.

Rohani chegou segunda-feira à Itália e se reuniu com o primeiro-ministro Matteo Renzi e o presidente Sergio Mattarela. Nesta manhã, antes da audiência com o papa, Rohani esteve com alguns empresários. O encontro de Francisco e Rohani estava previsto dentro da viagem europeia organizada para novembro do ano passado, mas que foi adiada após os atentados de Paris. /EFE

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