Tiksa Negeri/Reuters
Tiksa Negeri/Reuters

Nobel da Paz, premiê da Etiópia enfrenta protestos que já deixaram 67 mortos 

Investigador da Anistia Internacional disse que os protestos tiveram início em um enfrentamento étnico e religioso no país 

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2019 | 18h38

ADÍS ABEBA - A Polícia da Etiópia informou nesta sexta-feira, 25, que 67 pessoas morreram na região de Oromia esta semana em uma onda de protestos contra o primeiro-ministro Abiy Ahmed que teve início em enfrentamentos étnicos. Ahmed, laureado este mês pelo Nobel da Paz, é natural de Oromia. 

"Das vítimas, 55 morreram em enfrentamentos entre civis e 7 foram mortas por forças de segurança", explicou Kefyalew Tefera, chefe da polícia regional. Ele acrescentou que os outros cinco mortos eram policiais. 

Um investigador da organização Anistia Internacional Fisseha Tekle disse à agência France-Presse que, em muitos casos, a polícia disparou contra os manifestantes, explicando que os protestos tiveram início em um enfrentamento étnico e religioso. 

"Alguns foram atingidos por golpes de machado, outros tiveram suas casas incendiadas. Algumas pessoas atiraram contras as outra", disse o investigador. 

As divisões podem debilitar o primeiro-ministro que se prepara para as eleições previstas para maio. 

As manifestações contra o governo são lideradas por Jawar Mohammed, ex-aliado de Ahmed, que teve um papel fundamental no fim do governo anterior. 

Seus detratores acusam Jawar Mohammed de reavivar o ódio étnico e de querer desestabilizar o segundo país mais populoso da África, com 110 milhõs de habitantes. 

No início de outubro, o premiê Ahmed recebeu o Nobel da Paz por seu esforço pela reconciliação da Etiópia com a Eritrea e pelas reformas que tenta levar adiante para transformar seu país. / AFP e AP 

 

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