Nobel de Medicina vai para pesquisas com células-tronco

O Prêmio Nobel de Medicina deste ano foi para os pesquisadores John Gurdon e Shinya Yamanaka, que descobriram que células maduras podem ser reprogramadas para virarem células-tronco. O comitê do Nobel disse nesta segunda-feira que as pesquisas do britânico e do japonês "revolucionaram nosso entendimento de como células e organismos desenvolvem-se."

AE, Agência Estado

08 de outubro de 2012 | 09h21

Cientistas querem utilizar o método de reprogramação para novos tratamentos, como substituir tecidos de pacientes com mal de Parkinson e diabetes.

Gurdon, de 79 anos, demonstrou em 1962 - ano em que Yamanaka nasceu - que o DNA de células especializadas de sapos poderiam ser utilizadas para gerar novos girinos. A clonagem da ovelha Dolly, realizada em 1997 por outros pesquisadores, mostrou que o mesmo processo que Gurdon utilizou nos anfíbios funciona em mamíferos.

Em 2006, Yamanaka, de 50 anos, conseguiu tornar células maduras em células primitivas, que por sua vez poderiam virar outros tipos de células maduras.

"As descobertas de Gurdon e Yamanaka mostraram que células maduras podem retroceder o relógio de desenvolvimento em certas circunstâncias", afirmou o comitê do Nobel. "Essas descobertas também deram novas ferramentas para cientistas em todo o mundo e levaram a notáveis progressos em diversas áreas da medicina". As informações são da Associated Press.

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