REUTERS/Mary Calvert
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Nomeação de Kavanaugh à Suprema Corte dos EUA passa para votação final no Senado

Com 51 votos favoráveis e 49 contrários, legisladores encerraram debate sobre o juiz indicado pelo presidente Donald Trump para uma vaga vitalícia na mais alta instância da Justiça do país; votação final está prevista para este fim de semana

O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2018 | 12h09
Atualizado 05 Outubro 2018 | 13h38

WASHINGTON - O Senado dos EUA aprovou em votação nesta sexta-feira, 5, o fim dos debates sobre a indicação de Brett Kavanaugh para uma vaga vitalícia na Suprema Corte. 

A votação definitiva sobre o futuro do juiz indicado pelo presidente Donald Trump deve acontecer neste fim de semana, mas a indecisão de uma senadora republicana faz com o a possibilidade de ele não ser aprovado seja real.

Com 51 votos favoráveis e 49 contrários, o plenário da Casa cumpriu a última etapa da mais confusa indicação de um magistrado à Suprema Corte do país em décadas. 

A senadora republicana pelo Maine, Susan Collins, disse que seu voto favorável para dar prosseguimento aos procedimentos não é, no entanto, um final de como ela atuará na votação definitiva. Susan disse que anunciará sua decisão sobre o caso de Kavanaugh às 15 horas (16 horas em Brasília) desta sexta-feira. 

O senador democrata pela Virgínia Ocidental, Joe Manchin, foi o único de seu partido a votar a favor da iniciativa, o que evitou que o vice-presidente, Mike Pence, tivesse que desempatar a votação já que a republicana pelo Alasca, Lisa Murkowski, se posicionou contra o procedimento.

Poucos minutos depois da votação, Trump usou sua conta no Twitter para comemorar o resultado. "(Estou) muito orgulhoso de o Senado dos EUA ter votado 'SIM' para avançar a nomeação do juiz Brett Kavanaugh!", escreveu o republicano.

O que está em jogo para Kavanaugh e para os EUA tem grande importância: se confirmado, o juiz indicado pro Trump, com um perfil claramente conservador, assumirá a vaga que era de Anthony Kennedy, e alterará o balanço da corte por décadas nesta direção. / NYT e AFP

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