Nomeação de religiosos alimenta protestos egípcios

ANÁLISE: Salma Wardany / Bloomberg

O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2013 | 02h08

Os protestos e atos de violência esporádicos persistem no Egito mais de dois anos após a revolução que derrubou Hosni Mubarak. O descontentamento com o presidente Mohamed Morsi, que completa um ano no poder no dia 30, vem aumentando. Houve choques em nove províncias egípcias e um influente lobby de turismo baixou as portas diante da indignação popular com nomeações de islâmicos para posições-chave do governo.

A nomeação de governadores islâmicos para oito províncias, nesta semana, desencadeou uma onda de protestos. O ministro do Turismo, Hisham Zaazou, renunciou. Na quinta-feira, na Província de Gharbiya, grupos de oposição cercaram o gabinete do governo local.

A indicação de Adel El-Khayat, membro do grupo militante Al-Gamaa Al-Islamiya, para o governo de Luxor, provocou um enorme alvoroço. O grupo foi responsável por um atentado, em 1997, contra um famoso templo local, que provocou a morte de 58 estrangeiros e 4 egípcios. Desde então, ele renunciou à violência.

Um protesto de grandes proporções foi convocado para o dia 30, com os manifestantes exigindo eleições antecipadas. Eles acusam Morsi de não ter recuperado a economia e de ter se preocupado mais com os interesses dos seus aliados da Irmandade Muçulmana do que com os do país. O governo prometeu respeitar os protestos, mas alertou que instalações governamentais serão protegidas.

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