AP/Steve Helber
AP/Steve Helber

Nomeado para secretário de Estado quer rever relações com Cuba

Tillerson disse ao Senado que revisará decisão de Obama de tirar país da lista de apoiadores do terrorismo

O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2017 | 23h39

WASHINGTON - Rex Tillerson, indicado para ser secretário de Estado dos EUA, afirmou ontem que o presidente eleito Donald Trump fará uma “revisão de cima a baixo” da relação bilateral com Cuba, incluindo a decisão de Barack Obama de retirar o país da lista de Estados patrocinadores do terrorismo.

Tillerson declarou durante sua segunda audiência no Senado que esse esforço incluirá uma “revisão integral das ordens executivas” adotadas por Barack Obama, e o Departamento de Estado “examinará cuidadosamente os critérios pelos quais Cuba foi eliminada” da lista de Estados patrocinadores do terrorismo e “se essa decisão foi apropriada”.

Ele disse que Cuba não presta contas por sua “conduta” sobre os direitos humanos. Obama ordenou em abril de 2015 a retirada de Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, elaborada anualmente pelo Departamento de Estado e na qual a ilha permanecia desde 1982, o que representava a imposição de sanções como a proibição à venda de armas e à ajuda econômica.

A saída dessa lista era uma exigência de Havana para avançar no processo de normalização das relações bilaterais os países iniciaram no final de 2014.

Acordo nuclear. Tillerson também disse no Senado que o futuro governo fará uma profunda revisão do acordo nuclear com o Irã para impedir que a República Islâmica posse ter condições de obter uma arma atômica. Segundo Tillerson, para isso, o Irã deveria ser impedido de enriquecer urânio. 

Na segunda-feira, o jornal USA Today noticiou que a ExxonMobil, da qual Tillerson era um dos diretores, estabeleceu uma relação comercial com o Irã e outros países sancionados pelos EUA. Segundo o jornal, a Exxonmobil fez negócios com Irã, Síria e Sudão por meio da Infineum, uma filial europeia, em 2003, 2004 e 2005, quando os EUA mantinham sanções contra os três países. A Exxonmobil se defendeu das acusações alegando que as transações realizadas com Irã, Síria e Sudão eram legais, já que a Infineum tinha sua base na Europa.

Rússia. Contrariando a política de Trump de aproximação com Moscou, Tillerson disse que a Rússia é um “perigo” e prometeu um enfoque muito mais enérgico com relação ao Kremlin. Ele disse que é a favor da manutenção das sanções impostas pelos EUA à Rússia pela anexação da Crimeia, em 2014./ EFE e REUTERS

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