Nordeste da África enfrenta pior seca em 60 anos, diz ONU

A pior seca em 60 anos no Chifre da África, no nordeste do continente, causa uma grave crise alimentar e piora os índices de desnutrição, disse a ONU nesta terça-feira.

REUTERS

28 de junho de 2011 | 09h53

Mais de 10 milhões de pessoas já estão sendo afetadas no Djibouti, Etiópia, Quênia, Somália e Uganda, e a situação vem se agravando, afirmou a entidade.

"Duas temporadas chuvosas ruins consecutivas resultaram em um dos anos mais secos desde 1950/51 em muitas zonas pastorais", disse a jornalistas Elisabeth Byrs, porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU. "Não há probabilidade de melhoria (na situação) até 2012."

Os preços alimentares subiram substancialmente na região, levando muitos lares moderadamente pobres da região para o abismo, disse ela.

Um mapa produzido pela ONU para ilustrar a segurança alimentar no leste do Chifre da África mostra grandes áreas no centro do Quênia e da Somália na categoria de "emergência", uma fase antes daquilo que a ONU classifica como catástrofe/fome generalizada.

A desnutrição infantil nas áreas mais afetadas supera 30 por cento, o dobro do limite mínimo da emergência, e deve subir ainda mais, disse Byrs. Ela disse que a mortalidade infantil também cresceu, mas não apresentou cifras.

Na Somália, a seca é agravada por conflitos armados, criando uma onda de 20 mil refugiados na direção do Quênia nas últimas duas semanas, disse a agência da ONU para refugiados na sexta-feira.

(Reportagem de Stephanie Nebehay)

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