Noriega e Sánchez de Lozada podem ser extraditados

Na América Latina, os ex-presidentes que têm mais probabilidade de acabar enfrentando a Justiça em seus países são o boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada e o panamenho Antonio Noriega. O ex-homem forte do Panamá (1983-1989) cumpriu pena de 17 anos de prisão nos EUA por narcotráfico e apelou contra sua extradição para a França, concedida por um juiz de Miami. Ele é acusado pelos franceses de lavagem de dinheiro e foi condenado a outros 10 anos de prisão. O Panamá, que pediu a extradição antes, quer julgá-lo por vários outros delitos. Sánchez de Lozada (1993-1997 e 2002-2003) não enfrenta processo de extradição, mas a Justiça boliviana já autorizou que o pedido seja feito aos EUA, onde o ex-presidente vive desde que deixou a chefia de Estado em meio a violentos protestos sociais. Sánchez de Lozada é acusado de genocídio pelas cerca de 60 mortes de manifestantes atribuídas à repressão policial.

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