Norte-americana é libertada após condenação no Haiti

A última pessoa de um grupo de dez norte-americanos detidos por tentar retirar ilegalmente do Haiti 33 crianças após o terremoto ocorrido em 12 de janeiro foi solta ontem. Um juiz declarou a missionária Laura Silsby culpada, mas a sentença recebida já havia sido cumprida. Pouco após o veredicto, ela já seguiu para o aeroporto de Porto Príncipe para deixar o país.

AE-AP, Agência Estado

18 Maio 2010 | 12h53

Empresária do Estado de Idaho, Laura era a organizadora da frustrada tentativa de levar os menores a um orfanato na vizinha República Dominicana. Ela estava detida desde 29 de janeiro. Primeiro, foi acusada de sequestro e associação para delinquir, mas acabou culpada por tentar realizar um "traslado ilegal", infringindo um decreto de 1980 do então ditador Jean-Claude Duvalier, que regula viagens no país.

O promotor Jean-Serge Joseph afirmou que Laura foi considerada culpada e sentenciada a três meses e oito dias de prisão, o mesmo período que já havia cumprido desde sua detenção. A promotoria pedia seis meses de cadeia. A acusada poderia pegar até três anos.

A norte-americana de 40 anos disse à corte acreditar que as crianças eram órfãs, cujas casas haviam sido destruídas pelo terremoto. Porém, ela não tinha os documentos adequados para retirar as crianças da ilha caribenha. O governo haitiano havia restringido as adoções, temendo o risco do tráfico de menores em meio ao caos após o terremoto.

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