Norte-americano admite ter ajudado terroristas na Índia

O norte-americano David Headley, detido e acusado de ajudar a planejar um ataque terrorista em Mumbai, na Índia, que matou mais de 160 pessoas, não será condenado à morte em troca do fornecimento de informações aos promotores. Sob o acordo fechado nesta quinta-feira num tribunal federal, Headley, de 49 anos, admitiu a culpa por 12 crimes, incluindo conspiração para assassinato. Ele pode pegar pena de prisão perpétua.

AE, Agencia Estado

18 de março de 2010 | 19h06

Os promotores afirmam que Headley apresentou imagens de vigilância e instruiu os planejadores dos ataques de novembro de 2008 em Mumbai, nos quais homens armados atacaram por vários dias hotéis de luxo, um café e um centro judaico na cidade. Dentre as vítimas havia seis norte-americanos.

Headley forneceu "informação significativa" para a investigação dos ataques de Mumbai, bem como sobre outras investigação de terrorismo, provavelmente salvando muitas vidas, disse um de seus advogados, Robert Seeder.

Além disso, Headley também vai admitir a culpa por ter ajudado a planejar um ataque contra um jornal dinamarquês que nunca foi executado. Um dos comparsas de Headley, Ilyas Kashmiri - que também foi indiciado mas continua solto - instruiu os possíveis agressores do jornal a decapitar os reféns e jogar suas cabeças para fora do prédio para aumentar o impacto do ataque. As informações são da Dow Jones.

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