Norte-americano amigo dos Clinton será extraditado

Um dos colaboradores da campanha de Hillary Clinton ao Senado em 2000, o norte-americano Peter Franklin Paul, deverá ser entregue em breve ao governo dos Estados Unidos. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) concederam hoje à tarde a extradição de Paul, que está preso, desde agosto do ano passado, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ex-sócio de Stan Lee, um dos criadores do Homem-Aranha, Paul é acusado de comandar um esquema de fraudes com ações no mercado financeiro norte-americano que teria provocado um prejuízo estimado de US$ 25 milhões para investidores e instituições. Ao ser descoberto por policiais federais em São Paulo, no ano passado, Paul estava em um hotel de luxo nos Jardins, junto com a mulher e dois filhos pequenos. O advogado do norte-americano, Nelio Roberto Seidl Machado, disse hoje que não recorrerá da decisão do Supremo. Das acusações impostas a seu cliente, o advogado conseguiu livrá-lo de uma existente na Califórnia, por suposta conspiração. Os ministros do Supremo concederam a extradição para que Paul responda pelos crimes de conspiração em Nova York e fraude de títulos. Segundo o STF, Paul é acusado de utilizar vários meios fraudulentos para inflar e manter artificialmente o preço das ações da Stan Lee Media, empresa fundada por ele e pelo roteirista e editor Stan Lee. Os problemas teriam ocorrido entre outubro de 1998 e dezembro de 2000. O objetivo seria obter lucro com a venda de ações com valor manipulado e mascarado. Em sua defesa no Supremo, o advogado de Paul sustentou que seu cliente era vítima de perseguição política do governo norte-americano. Isso porque já teria feito negócios com o casal Clinton, principalmente durante a candidatura de Hillary ao Senado. Após a campanha, eles teriam rompido relações e Peter teria encaminhado uma ação à Justiça contra os Clinton. Esses problemas teriam provocado a perseguição.

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