Norte-americanos contra muçulmanos e vice versa

Duas pesquisas divulgadas nesta terça-feira mostram os pontos de vista opostos de norte-americanos e muçulmanos sobre a crise política no Oriente Médio e a guerra no Afeganistão. Nove em cada dez norte-americanos estão convencidos de que os ataques de 11 de setembro contra o World Trade Center e o Pentágono foram "obra dos árabes", de acordo com um levantamento realizado pelo jornal USAToday e a rede de televisão CNN. Ao contrário, a maior parte da população dos países muçulmanos não acredita nesta afirmação, segundo uma pesquisa da empresa Gallup, efetuada na semana passada na Arábia Saudita, Jordânia, Indonésia, Irã, Kuwait, Líbano, Marrocos, Paquistão e Turquia. Por outro lado, a operação militar dos EUA no Afeganistão é apoiada por 77% dos norte-americanos, enquanto que nos países islâmicos, uma porcentagem similar, em média, a considerou "injustificada": 80% no Paquistão, 78% no Irã, 69% no Kuwait e no Líbano e 60% na Turquia. E o que pensam os norte-americanos e muçulmanos uns dos outros? As opiniões favoráveis são decididamente minoritárias: apenas 25% dos norte-americanos afirmam ter "uma opinião favorável dos países islâmicos", uma cifra parecida da dos muçulmanos que vêem os Estados Unidos com bons olhos. A maioria dos norte-americanos, 56%, está convencida de que a "posição de Washington na crise do Oriente Médio é equânime e que seu país respeita os pontos de vista dos países islâmicos". Em contraposição, a maioria dos muçulmanos considera a política norte-americana "parcial, a favor de Israel, e desrespeitosa com relação às suas tradições culturais". Entre os judeus norte-americanos, um grupo de pressão muito ativo e influente, o nível de aprovação da política pró-Israel norte-americana é decididamente mais alta que no restante da população.

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