Norte da Austrália sofre com dois derramamentos de petróleo

Duas empresas que provocaram o acidente fazem a limpeza da região marítima há dois meses

Efe

30 de outubro de 2009 | 04h47

O mar que separa a Austrália da antiga colônia portuguesa do Timor sofre com dois grandes derramamentos de petróleo nas proximidades de plataformas operadas por uma empresa australiana e outra chinesa.

  

Os vazamentos estão nos poços de Puffin e West Atlas. Este último, a apenas 50 quilômetros do litoral, joga no mar cerca de 400 barris de petróleo ao dia e pode deixar até 37 milhões de litros nas

águas até que seja consertado.

  

A limpeza do derramamento do poço West Atlas, que começou há dois meses, custou por enquanto à PTTEP Australasia quase US$ 5 milhões. Calcula-se que as perdas totais se aproximem de US$ 93 milhões.

  

No início da semana, representantes do Fundo Mundial para a Conservação da Natureza (WWF) viajaram ao local do acidente e alertaram para o grave impacto que pode ter na fauna marinha.

  

Segundo a porta-voz do WWF, Gilly Llewellyn, se o derramamento tivesse ocorrido em uma área mais próxima da costa teria gerado um "clamor global".

  

Já a maré negra da empresa chinesa Sinopec começou há várias semanas, embora o público não tenha sido informado por se tratar, de acordo com a companhia, de um "vazamento menor".

  

Robin Chapple, representante do Partido Verde no estado da Austrália Ocidental, denunciou que o Governo deveria ter divulgado o ocorrido e questionou o fato de o derramamento ser considerado

pequeno.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.