Berit Roald/Scanpix/Reuters
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Noruega condena dois por planos de atentado contra jornal dinamarquês

Ataque seria represália a publicação de charges com o profeta Maomé em 2006

Associated Press e Reuters

30 de janeiro de 2012 | 11h15

OSLO - Dois homens acusados de planejar um atentado contra um jornal da Dinamarca que publicou charges do profeta Maomé foram considerados culpados pela Justiça da Noruega nesta segunda-feira, 30.

 

Mikael Davud, um norueguês muçulmano de origem chinesa, considerado o líder do planejamento, admitiu que estudava também ataques contra a embaixada chinesa em Oslo, mas foi condenado apenas pelos planos contra o jornal. Ele cumprirá sete anos de pena. De acordo com a promotoria, ele teria ligações com a organização terrorista Al-Qaeda, mas o réu negou.

 

Já o iraquiano curdo Shawan Sadek Saeed Bujak foi sentenciado a três anos e meio. Ele teria ajudado Davud a planejado o ataque contra o Jyllands-Posten.

 

Um terceiro réu, o usbeque David Jakobsen, teve as acusações de terrorismo retiradas, mas foi condenado a quatro meses, que já cumpriu, uma vez que o grupo foi detido em julho de 2010. Jakobsen teria ajudado a polícia nas investigações.

 

Davud afirmou que os outros dois homens o ajudaram a conseguir materiais para fazer uma bomba, mas negou que houve planejamento para o ataque. Promotores disseram que o grupo estava produzindo o explosivo em um laboratório em Oslo, capital da Noruega.

 

Ainda de acordo com a promotoria, os homens primeiramente queriam atacar o Jyllands-Posten, que publicou 12 charges de Maomé e enfureceu milhões de pessoas em países muçulmanos em 2006. Depois, o grupo mudou de planos e tentou assassinar um dos cartunistas.

 

Este é o primeiro caso de terrorismo internacional a ser julgado na Noruega. Sob a lei norueguesa, a acusação de planejamento de um atentado terrorista requer a prova da conspiração entre duas ou mais pessoas. 

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