Wali Khan Shinwari/Efe
Wali Khan Shinwari/Efe

Noruega considera terrorismo islâmico a maior ameaça para o país

Serviços de inteligência são acusados de fechar os olhos para grupos antimuçulmanos

Efe,

17 de janeiro de 2012 | 09h19

COPENHAGUE - Os serviços de inteligência noruegueses (PST) consideram que o terrorismo islâmico é a principal ameaça para a Noruega apesar da perpetração do duplo atentado de 22 de julho, no qual o ultradireitista Anders Behring Breivik matou 77 pessoas.

"A ameaça terrorista foi uma preocupação crescente nos últimos três a quatro anos, e em 2012 o maior desafio serão pessoas vinculadas à ideologia extremista islâmica. A situação de ameaça hoje é preocupante", disse a chefe do PST, Janne Kristiansen, na apresentação da análise sobre a segurança do país.

Janne rebateu as acusações de que o PST fecha os olhos para a extrema-direita e os grupos antimuçulmanos.

"Essa ameaça não é da mesma intensidade e dimensão que a dos ambientes muçulmanos", insistiu a chefe do órgão, apesar de a Noruega não ter vivido nenhum atentado de grupos fundamentalistas islâmicos.

A responsável do PST admitiu que os potenciais terroristas islâmicos não são muitos, embora cada vez aumentem mais, e acrescentou que eles enxergam a Noruega como "inimiga" e querem atacar a sociedade e matar pessoas específicas.

No entanto, tanto ela como a ministra da Defesa, a trabalhista Grete Faremo, presente no ato, ressaltaram que a Noruega continua sendo um país pacífico e seguro.

Em 22 de julho Breivik detonou um carro-bomba no complexo governamental de Oslo, onde morreram oito pessoas, e em seguida se dirigiu à ilha de Utoeya, a 45 quilômetros da capital, onde disparou de forma indiscriminada e matou outras 69 pessoas.

A maioria das vítimas de Utoeya participava do acampamento de jovens do partido trabalhista.

A atuação de Janne foi muito criticada pelos erros de comunicação cometidos por seu departamento e por ela própria em relação ao duplo atentado, o que provocou inclusive pedidos de demissão por parte da oposição.

A chefe do PST deu declarações públicas há um mês, obrigada pela ministra da Defesa, e se desculpou pelos erros, reiterando sua intenção de continuar no cargo.

 

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