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Noruega homenageia vítimas de duplo atentado de 1 ano atrás

Alguns dos atos vão acontecer em Oslo, em cujo complexo governamental Breivik detonou um carro-bomba

Efe,

22 de julho de 2012 | 04h49

A Noruega lembra neste domingo, 22, durante todo o dia e por todo o país as 77 mortes no duplo atentado perpetrado pelo ultradireitista Anders Behring Breivik, que completa um ano. Atos centrais são realizados em Oslo, no complexo governamental onde Breivik detonou um carro-bomba; e na ilha de Utoeya, oeste da capital, onde ele cometeu um massacre no acampamento das Juventudes Trabalhistas (AUF, na sigla em norueguês), na qual morreram 69 pessoas.

Os familiares das vítimas do massacre de Utoeya poderão visitar durante o dia a ilha, salvo no intervalo entre 10h e 15h GMT, quando as AUF organizarão um ato de homenagem com mais de mil membros de todas suas federações e várias autoridades, com o primeiro-ministro, Jens Stoltenberg. Também haverá convidados estrangeiros, representados pela primeira-ministra dinamarquesa, a também social-democrata Helle Thorning-Schmidt, que estará entre os oradores. Da mesma forma que em Oslo, as autoridades reforçaram as medidas de segurança em Utoeya.

Os atos começam com uma oferenda de flores em Hoyblokka, o complexo governamental, onde Stoltenberg pronunciará um discurso na presença de familiares e sobreviventes. A igreja de Ringerike e a catedral de Oslo celebrarão depois as dois principais cerimônias religiosas em homenagem às vítimas, que serão lembradas igualmente nos outros templos de toda a Noruega. A praça da prefeitura de Oslo acolherá às 18h um concerto gratuito no qual vários artistas noruegueses se apresentarão e no qual a imprensa deste país especula que o guitarrista americano Bruce Springsteen, de turnê pela Noruega, fará um show.

A família real norueguesa estará presente na praça da prefeitura e em outros dos principais eventos do dia. Além de cerimônias religiosas, o resto do país prestará homenagem às vítimas do massacre com vários atos, como passeatas com rosas ou com tochas e descerrando placas alusivas ao massacre.

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