Noruega lembra vítimas de massacre

Milhares de noruegueses reuniram-se em silêncio ontem do lado de fora da sede do governo em Oslo e na Ilha de Utoya para lembrar as 77 pessoas mortas por Anders Behring Breivik em um massacre há um ano.

OSLO, / REUTERS, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2012 | 03h00

"A bomba e os tiros tinham a intenção de mudar a Noruega. O povo respondeu abraçando nossos valores. Ele falhou, o povo venceu", disse o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, ao depositar rosas no memorial, no centro de Oslo, perto de onde também foi realizada uma missa.

Breivik, que dizia que a maioria dos adolescentes mortos era traidor por apoiar o multiculturalismo e a imigração de muçulmanos, detonou uma bomba do lado de fora do Parlamento, matando oito pessoas.

Depois, disfarçado de policial, matou a tiros 69 pessoas no acampamento da Juventude do Partido Trabalhista, na Ilha de Utoya.

"Poucas pessoas conseguem passar um dia sem pensar nos acontecimentos de 22 de julho", afirmou Vegard Groeslie Wennesland, sobrevivente de Utoya.

Na ilha, também ontem, cerca de mil sobreviventes reuniram-se para uma cerimônia em memória das vítimas.

Justiça. O veredicto do julgamento de Breivik deve ser anunciado em 24 de agosto. O atirador pode ser condenado a passar o resto da vida numa instituição psiquiátrica ou receber uma pena de 21 anos de prisão, podendo ser prorrogada indefinidamente.

"Este aniversário é o final de um ciclo no qual as famílias passaram pela primeira vez o Natal e as datas comemorativas sem seus entes queridos", disse a porta-voz do grupo nacional de apoio às vítimas do massacre, Kitty Eide, também mãe de uma das vítimas.

A promotoria pediu ao tribunal que declare Breivik insano, enquanto o criminoso deseja ser declarado são e também um ativista político.

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