Norueguês que matou 77 é insano, diz relatório

Psiquiatras encarregados de determinar o estado de saúde mental de Anders Behring Breivik, quando ele matou 77 pessoas há quatro meses, concluíram que o jovem de 32 anos estava louco psicótico no momento do crime, informou o jornal VG nesta terça-feira em seu site. O extremista de direita não poderá ser sentenciado à prisão, mas deverá sofrer internação psiquiátrica. Os psiquiatras acreditam que Breivik sofre de esquizofrenia paranoica.

AE, Agência Estado

29 de novembro de 2011 | 15h50

Breivik confessou os ataques, mas disse não ser culpado criminalmente, pois afirmou que é um comandante de um movimento de resistência norueguês de extrema direita, oposto ao multiculturalismo. Investigadores não encontraram qualquer sinal desse movimento e disseram que mais provavelmente Breivik tramou e realizou os ataques por conta própria.

O relatório foi escrito por dois psiquiatras que gastaram 36 horas conversando com Breivik. O relatório será revisado por um painel de psiquiatras forenses antes que um tribunal emita uma sentença que ateste que Breivik é juridicamente insano.

"As conclusões dos especialistas forenses é de que Anders Behring Breivik estava insano", disse o procurador Avein Holden, acrescentando que Breivik estava num estado de psicose no dia dos ataques. Na manhã de 22 de julho, Breivik explodiu uma bomba no edifício sede do governo norueguês em Oslo, atentado que matou oito pessoas. Mais tarde, vestido de policial, ele foi armado com pistolas automáticas até a ilha de Utoya, onde acontecia um encontro da juventude do Partido Trabalhista da Noruega. Breivik chacinou a tiros 69 pessoas em Utoya, a maioria jovens que participavam de um encontro político pacífico.

No relatório, os psiquiatras descrevem Breivik como um homem que "se encontrou preso dentro do seu próprio universo de desilusões, onde todos os seus atos e pensamentos eram comandados por essas desilusões". "Eles concluíram que Breivik, durante um longo período de tempo, desenvolveu uma desordem mental de esquizofrenia paranoica, que o mudou e o tornou na pessoa que ele é hoje", disse Holden.

O relatório de 243 páginas ainda será revisado por um painel do médicos da Junta de Medicina Forense da Noruega, a qual poderá pedir por informações adicionais e acrescentar suas próprias opiniões.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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