Nos EUA, 53% desaprovam reforma no sistema de saúde

A maioria dos eleitores norte-americanos não apoia a reforma no sistema de saúde dos Estados Unidos, impulsionada pelo presidente Barack Obama. A conclusão é de uma pesquisa divulgada hoje, no momento em que a administração pressiona pela aprovação da reforma no Senado. O projeto é uma das prioridades de Obama no campo doméstico, e o texto deve ser aprovado pela Casa na véspera do Natal. A pesquisa da Universidade Quinnipiac mostrou que 53% dos 1.616 eleitores norte-americanos consultados afirmaram que "desaprovam em sua maioria" o projeto. Já 56% dos eleitores também reprovam a forma como Obama atua no esforço para obter a reforma.

AE, Agencia Estado

22 de dezembro de 2009 | 11h52

Outro dado negativo para Obama é que diminuiu a margem de vantagem dele quando os eleitores são questionados sobre em quem eles confiam mais no tema da saúde: no Partido Democrata, do presidente, ou na oposição do Partido Republicano. Em julho, a vantagem da situação nesse quesito era de 20 pontos, mas agora ela diminuiu para 5 pontos, 45 a 40. A pesquisa foi realizada entre 15 e 20 de dezembro, com margem de erro de 2,4 pontos porcentuais.

O projeto de lei obteve ontem os exatos 60 votos necessários para que seguisse para votação final, prevista para quinta-feira. Obama qualificou o resultado como "uma grande vitória para o povo norte-americano". Os republicanos devem usar bastante o tema da reforma da saúde em suas campanhas para as eleições legislativas de novembro do ano que vem, no meio do mandato de Obama. A pesquisa mostra que, entre os republicanos, a desaprovação à lei está em 83%, ante 10% que a apoiam. Mesmo entre os eleitores independentes, cruciais para as eleições no país, 58% "desaprovam em sua maioria" o projeto de reforma. Trinta por cento dos independentes apoiam a medida.

Já quando questionados sobre a existência de uma opção de seguro-saúde público, proposta pelo governo, os eleitores em sua maioria apoiaram a medida, por 56% a 38%. O Senado retirou essa opção de seu projeto, mas ela permanece na versão da Câmara dos Representantes, aprovada em novembro. O próximo grande obstáculo em relação ao tema será as duas Casas negociarem um compromisso e, então, enviarem uma versão final para Obama.

A pesquisa da Universidade Quinnipiac concluiu que, para 73% dos consultados, o governo não pode fazer a reforma sem aumentar o déficit orçamentário. E, para 56%, é melhor não haver reforma, caso o déficit precise aumentar. Obama rechaçou em várias ocasiões a alegação de que a reforma possa piorar o déficit público do país, já bastante expressivo. O presidente lembrou ontem que o grupo apartidário Congressional Budget Office (CBO) concluiu que a lei reduzirá o déficit em US$ 132 bilhões nos primeiros dez anos, e em até US$ 1,3 trilhão nos dez anos seguintes. As informações são da Dow Jones.

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